logo
Fone para Contato:
(31) 3477-8948
(31)3477-1985
(31)8623-8029
,
Bairro Serrano
Belo Horizonte - MG
HOME PAGE
QUEM SOMOS
PRODUTOS
CACHAÇAS PERSONALIZADAS
CARRINHO DE COMPRAS
ÁREA DO ATACADISTA
SEJA UM FORNECEDOR
SUGESTÕES
FALE CONOSCO
Logotipos de meios de pagamento do PagSeguro
 

BENDITO GRAU(700 ml) CACHAÇAS PRATA

BENDITO GRAU
Sabor à expressão da terra

O cerrado mineiro do Alto Paranaíba, na estância hidromineral de Patrocínio, favorece a homogeneidade das qualidades naturais da cana-de-açúcar, matéria-prima da Cachaça Bendito Grau. Alvorecer do século 18, Minas Gerais. Em meio à corrida atrás do ouro, erguem-se os primeiros núcleos urbanos do período colonial e surgem os primeiros engenhos de cana-de-açúcar. Rapidamente, a rapadura e a aguardente se incorporam à dieta alimentar dos mineiros e inúmeros migrantes de variadas procedências. A última “largamente consumida, especialmente pela população escrava, que buscava na bebida um suprimento energético para enfrentar os trabalhos extrativos ou lenitivo diante da realidade marcada pela exploração violenta de seu trabalho”, como apontam os historiadores Clotilde Paiva e Marcelo Godoy. Era o tempo dos dinossauros de madeira e ferro fundido, engenhos movidos por moendas que se perpetuaram como apêndice das fazendas mineiras pelos séculos afora, dedicadas a outras práticas e cultivos.
Cachaça de alambique de qualidade Alvorecer do século 21, Minas Gerais. Substituídos por usinas na produção em larga escala de açúcar e álcool, os antigos engenhos das propriedades camponesas há muito restritos à produção de rapadura e cachaça, passam por uma progressiva transformação de seus alambiques, com a introdução de novos métodos e técnicas de destilação e envelhecimento da bebida, proporcionando-lhe um notável salto qualitativo. Algo inimaginável há duas décadas e que pode ser aferido pelo status adquirido pelas cachaças por eles produzidas no Brasil e no mundo. As quais se convencionou chamar cachaça de alambique de qualidade, devidamente comprovada por órgãos criados com este fim, como a Ampaq – Associação Mineira dos Produtores de Cachaça de Qualidade.

Fina estirpe

Pois foi no bojo desse processo de resgate e evolução da bebida por excelência dos brasileiros e numa região de pouca tradição do estado que concentra a esmagadora maioria dos seus produtores que uma família de cafeicultores do Alto Paranaíba, no cerrado mineiro, resolveu diversificar suas atividades e dedicar-se também à fabricação de uma cachaça de fina estirpe. Coube a Murilo, um dos filhos de Gerson e Marlene Barbosa, reestruturar os negócios agrícolas do clã, em função de um impasse que os atormentava no final dos anos 1980: a grande oscilação dos preços do café no mercado.Em busca de um projeto para uma fazenda integrada, ele se deparou com um estudo elaborado pelo INDI – Instituto de Desenvolvimento Industrial de Minas Gerais junto com Universidade Federal de Viçosa – sobre o reaproveitamento do vinhoto remanescente da alambicagem de cachaça, rico em enxofre e potássio, essenciais para o plantio do café. Ao qual se somava a reutilização do bagaço da cana na composição do adubo.

Bendito Grau

Começava ali, — “de forma invertida, já que o que nos interessava eram os subprodutos da bebida e não ela propriamente que, aliás, era distribuída entre os amigos” —, a história da Bendito Grau, nome da cachaça de excelente qualidade por eles fabricada que, aos poucos, vem conquistando um razoável leque de admiradores no país e no exterior. Para isso foi necessária uma década até que Murilo, 45 anos, administrador de empresas e atual vice-presidente de marketing da Mastercard para o Brasil e América Latina, comandasse uma mudança radical em 1998, concentrando numa única propriedade, a Fazenda Esmeril, localizada em Patrocínio, o cultivo do café, da cana-de-açúcar e do alambique, remodelado conforme as normas-padrão oficiais. “Tudo com o intuito de obter um controle total sobre a produção”, justifica Murilo.

Baixo teor alcoólico

Por obra e graça de um outro irmão, Danilo, que hoje comanda o alambique, decidiram assumir, então, a fabricação e comercialização de um destilado de qualidade. Assim, quando engarrafaram a primeira safra em 2001, três anos depois do início da fabricação da cachaça nas novas instalações, o aprimoramento do produto era visível. Mercado pesquisado, optaram por um blend mais suave, desenvolvido a partir de destilações de diferentes safras misturadas em percentuais distintos e submetido a degustações entre aficcionados, acompanhado de testes e análises químicas. Até chegar a fórmula atual, caracterizada pelo aroma suave, cor dourada (graças ao envelhecimento por três anos em tonéis de carvalho), sabor delicado e gosto agradável. Não bastasse, Bendito Grau caracteriza-se pela baixo teor alcoólico (39 graus). “Daí a origem de seu nome, surgido também por acaso, durante um brain-storm familiar com esse fim”, recorda ele.

Três tipos de cana

Seguindo a tradição das vinícolas, toda a produção da cachaça obedece os preceitos adquiridos no aprendizado coletivo dos Barbosa ao longo do tempo: dos três tipos de cana utilizados na sua confecção, indicados por especialistas da Universidade Federal de Viçosa aos cuidados adotados com o armazenamento em tonéis abaixo do nível do solo, evitando grandes variações de temperatura inverno/verão durante o envelhecimento. O mesmo se aplica à filtragem, engarrafamento e controle de qualidade. Sempre de acordo com o que determina a tradição e as mais rigorosas normas de produção de uma cachaça de alambique de qualidade. Um trabalho aprimorado ao longo de duas décadas, hoje sediado na fazenda que leva o mesmo nome da antiga sesmaria surgida no final do século 18 e que originou a atual estância hidromineral de Patrocínio. Oitenta hectares encravados na menor região de Minas Gerais, o Alto Paranaíba, dominada pelas áreas planas à uma altitude próxima aos mil metros acima do nível do mar, em meio ao cerrado mineiro, produtor de um café de prestígio mundial, o melhor do tipo “expresso” do Brasil.

Cachaça orgânica

Terra de passagem à época dos bandeirantes e desbravadores dos grandes sertões de Minas em seu trajeto rumo à região central do país e que viu-se progressivamente ocupada, com o final do ciclo do ouro, por famílias que se deslocaram para o planalto do rio Paranaíba em busca de áreas para o plantio. E que vê agora seus campos de altitude, ricos em águas e minérios, dominados pela mata rasteira do cerrado, tornarem-se berço de um seleto grupo das melhores cachaças de alambique. É que, entre as serras Negra e do Salitre, à uma latitude 32 sul, os canaviais se beneficiam da amplitude térmica (dias quentes, noites frias) característica da região. Um clima predominantemente seco no inverno e úmido na primavera-verão, com temperaturas médias oscilando de 18o a 20o e insolação mais uniforme, favorecendo a homogeneidade das qualidades naturais da cana. E que, no caso da Bendito Grau, se tornará totalmente orgânica a partir de 2006, após três anos de preparo do solo, necessários à adoção dos métodos e técnicas desse tipo de cultivo. Além de, já nesta safra, aumentar de quinze mil para 40 mil litros sua produção anual em paralelo ao lançamento da versão clara, apenas amaciada, apropriada para misturas, drinques e coquetéis como a decantada caipirinha. Detalhes nem tão pequenos de uma cachaça que se propõe ser a expressão da terra onde é produzida, desenvolvida através de gerações a partir de uma relação com o tempo, a história e a geografia de seu terroir. Características singulares da cachaça mineira, produto tipicamente rural, segredo guardado e preservado entre as montanhas de um lugar “onde o oculto do mistério se escondeu”.

Graduação Alcoólica:39 % Vol. Madeira: Neutra Cidade: Patrocínio - MG

Preço: R$ 20,95
Produto Indisponível

 
Brain Sistemas  ACPortalRLM
Copyright 2009 Uno Cachaças Ltda - Todos os direitos reservados